quarta-feira, 15 de junho de 2011

[6] A Justiça de Deus: O Início

Como alguns leitores já conhecem, o conteúdo deste blog é sequencial, funcionando mais ou menos como se os seus leitores estivessem realizando um curso sobre espiritualidade, ainda que este blog não tenha a categoria de um curso. A intenção é apenas estimular o pensamento do leitor, oferecendo questionamentos pertinentes e lógicos acerca da espiritualidade. 

Inauguramos este blog apresentando o tipo de conteúdo que seria discutido nele através da postagem [1]; Logo depois, em [2], conversamos brevemente sobre como deve estar a mente do leitor que deseja acompanhar e aprender junto conosco neste blog; Posteriormente, em [3], conversamos sobre ciência e fé, enfatizando suas relações e diferenças, deixando claro que o conteúdo deste blog apresentará um pouco das duas. Em seguida, em [4], levantamos questionamentos sobre a existência de Jesus sobre a pergunta central "Jesus é uma verdade ou um mito?"; Finalmente em [5] confrontamos idéias espiritualistas e materialistas para questionar a existência de Deus.

Além disso, ao final das postagens [4] e [5], denotamo-nos seguidores respectivamente de Jesus e de Deus, pois Eles são a "pedra fundamental" deste blog; a base sobre a qual construiremos nosso conteúdo. Afinal, como falar de espiritualidade sem falar do próprio Criador da espiritualidade e de seu mensageiro? Todavia, fizemos questão de, por um momento, duvidar de Suas existências a fim de exercitar um certame saudável e evitarmos uma "fé cega".

O post de hoje inaugura o início de uma pequena série de postagens chamada "A Justiça de Deus". Nosso foco deixou de ser "provar existências" para ser "analisar interpretações" (principalmente da bíblia) sob o critério da bondade e da justiça de Deus.

Mas não seria muita arrogância da nossa parte pensar ser total conhecedor da justiça de Deus? Na verdade não estamos fazendo isso. Deus é soberanamente justo e bom, mas algumas interpretações e crenças religiosas preferem creditar mais verdade no que está escrito literalmente na bíblia do que na bondade e na justiça de Deus, extrapolando inclusive o bom senso e a racionalidade; colocam a palavra da bíblia acima do próprio Deus, o que é um absurdo. O que faremos inicialmente é apenas a identificação e a analise dos pontos em que essa extrapolação acontece e, posteriormente, apresentaremos aos poucos novas idéias que estão de comum acordo com o bom censo, a racionalidade e a soberania de Deus.

A bíblia relata um modelo da "justiça de Deus" altamente injusto e confuso! "Céu e inferno"; "Adão e Eva"; "anjos e demônios"; "satanás", todos eles são citados na bíblia formando esse "modelo da justiça divina" e que nos "ajuda" a entender o que se passou e o que se passará na terra perante a vontade de Deus. A questão é que esse modelo é o mesmo utilizado desde a época de Moisés, ou seja, há mais de 4000 anos! 

Foi necessária a vinda de Jesus para que uma ínfima parte da lei de Moisés tenha sido alterada e melhor interpretada. Mesmo assim, Jesus não podia de um só golpe destruir inveteradas crenças, faltando aos homens conhecimentos necessários para conceber as mais simples idéias do mundo espiritual. Faltava aos homens daquela época os mais simples conhecimentos; a Terra para eles era o centro do Universo e não era esferoide, mas em formato de um disco; tudo se limitava ao seu ponto de vista: as noções do futuro não podiam ir além dos seus conhecimentos. Jesus encontrava-se, portanto, na impossibilidade de os iniciar no verdadeiro estado das coisas; mas não querendo, por outro lado, com sua autoridade, sancionar prejuízos, retificou apenas algumas incoerências, deixando ao tempo a missão de retificar todas as outras. 

Com o tempo a ciência surgiu e logo tratou de desmistificar algumas poucas passagens da bíblia, confirmando-as ou refutando-as. Ainda sim muitas incoerências permanecem arraigada nas crenças religiosas até hoje e, por isso, a partir de hoje abordaremos sobre algumas delas...