[ Que a paz do grande mestre Jesus esteja sempre presente na vida daquele que nos lê neste momento! ]
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O homem, seja qual for a escala de sua posição social, desde selvagem tem o sentimento inato do futuro; diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão irremissivelmente perdidos.
A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do "nada após a morte". Entretanto, a maior parte dos que nela crêem apresentam-se-nos possuídos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! Por quê?
Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento. À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua missão terrena, aguarda-lhe o fim calma, resignada e serenamente.
A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do "nada após a morte". Entretanto, a maior parte dos que nela crêem apresentam-se-nos possuídos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! Por quê?
Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento. À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua missão terrena, aguarda-lhe o fim calma, resignada e serenamente.
No espírito atrasado a vida material prevalece sobre a espiritual. Ele apega-se às aparências, o homem não distingue a vida além do corpo, esteja embora na alma a vida real.
Outra causa de apego às coisas terrenas, mesmo naqueles que mais firmemente crêem na vida futura, é a impressão do que nos é ensinado sobre a vida futura durante a nossa infância. Convenhamos que o quadro geral esboçado pelas religiões sobre o assunto é nada sedutor e ainda menos consolatório:
De um lado, o inferno; contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. Os séculos sucedem-se aos séculos e não há para tais desgraçados sequer o lenitivo de uma esperança e, o que mais desumano é, não lhes aproveita o arrependimento. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem. Estas duas categorias, diga-se de passagem, compõe a maioria imensa da população de além-túmulo, uma vez que ainda estamos longe de converter em prática os ensinamentos dados por Jesus.
Acima delas, no céu, paira a limitada classe dos eleitos, gozando, por toda a eternidade, da beatitude contemplativa. Essa inutilidade eterna, preferível sem dúvida ao nada, não deixa de ser uma fastidiosa monotonia.
Neste cenário, para onde vai a criança falecida em tenra idade, antes mesmo de ter consciência de seus atos? Se for para o céu, Deus estaria sendo justo com aqueles que estão no céu porque atingiram, após longos anos de trabalho, o mais alto grau de ciência e moralidade práticas? Não seria melhor para eles falecer em tenra idade também para atingir o reino do céu?
E a alma que estiver no céu será realmente feliz vendo, por exemplo, arder eternamente seu filho, seu pai, sua mãe ou seus amigos?
Infelizmente ainda somos tão vinculados à matéria que não poucas vezes humanizamos Deus. Fazemos das leis divinas algo parecido com o que temos aqui na terra, onde ainda imperam a intolerância, a impaciência, a falta de amor e de caridade. Um pai justo e bom não deixaria sempre ao filho uma porta aberta ao arrependimento? Quando respondemos "Não" a esta pergunta estamos humanizando Deus, pois a paciência de Deus é inesgotável, bem como a sua capacidade de perdoar. É justamente por ser infinitamente justo e bom que Deus é maravilhoso! Não devemos temer a Deus, mas amá-Lo!
Quando respondemos "Sim" à pergunta acima, aí sim estamos respondendo de acordo com um pai justo e bom e, portanto, eliminando a possibilidade da existência do inferno! O inferno não existe! Pelo menos não como descrevem a maioria das crenças cristãs atuais. Da mesma maneira o céu não existe como nos foi apresentado quando éramos crianças.




