sábado, 6 de agosto de 2011

[7] A Justiça de Deus: Céu e Inferno

[ Que a paz do grande mestre Jesus esteja sempre presente na vida daquele que nos lê neste momento! ]

[ Ouça o áudio ]  -  [ Download do áudio ]

O homem, seja qual for a escala de sua posição social, desde selvagem tem o sentimento inato do futuro; diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão irremissivelmente perdidos.

A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do "nada após a morte". Entretanto, a maior parte dos que nela crêem apresentam-se-nos possuídos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! Por quê?

Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento. À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua missão terrena, aguarda-lhe o fim calma, resignada e serenamente.

No espírito atrasado a vida material prevalece sobre a espiritual. Ele apega-se às aparências, o homem não distingue a vida além do corpo, esteja embora na alma a vida real.

Outra causa de apego às coisas terrenas, mesmo naqueles que mais firmemente crêem na vida futura, é a impressão do que nos é ensinado sobre a vida futura durante a nossa infância. Convenhamos que o quadro geral esboçado pelas religiões sobre o assunto é nada sedutor e ainda menos consolatório:

De um lado, o inferno; contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. Os séculos sucedem-se aos séculos e não há para tais desgraçados sequer o lenitivo de uma esperança e, o que mais desumano é, não lhes aproveita o arrependimento. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem. Estas duas categorias, diga-se de passagem, compõe a maioria imensa da população de além-túmulo, uma vez que ainda estamos longe de converter em prática os ensinamentos dados por Jesus.

Acima delas, no céu, paira a limitada classe dos eleitos, gozando, por toda a eternidade, da beatitude contemplativa. Essa inutilidade eterna, preferível sem dúvida ao nada, não deixa de ser uma fastidiosa monotonia.

Neste cenário, para onde vai a criança falecida em tenra idade, antes mesmo de ter consciência de seus atos? Se for para o céu, Deus estaria sendo justo com aqueles que estão no céu porque atingiram, após longos anos de trabalho, o mais alto grau de ciência e moralidade práticas? Não seria melhor para eles falecer em tenra idade também para atingir o reino do céu?

E a alma que estiver no céu será realmente feliz vendo, por exemplo, arder eternamente seu filho, seu pai, sua mãe ou seus amigos?

Infelizmente ainda somos tão vinculados à matéria que não poucas vezes humanizamos Deus. Fazemos das leis divinas algo parecido com o que temos aqui na terra, onde ainda imperam a intolerância, a impaciência, a falta de amor e de caridade. Um pai justo e bom não deixaria sempre ao filho uma porta aberta ao arrependimento? Quando respondemos "Não" a esta pergunta estamos humanizando Deus, pois a paciência de Deus é inesgotável, bem como a sua capacidade de perdoar. É justamente por ser infinitamente justo e bom que Deus é maravilhoso! Não devemos temer a Deus, mas amá-Lo!

Quando respondemos "Sim" à pergunta acima, aí sim estamos respondendo de acordo com um pai justo e bom e, portanto, eliminando a possibilidade da existência do inferno! O inferno não existe! Pelo menos não como descrevem a maioria das crenças cristãs atuais. Da mesma maneira o céu não existe como nos foi apresentado quando éramos crianças.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

[6] A Justiça de Deus: O Início

Como alguns leitores já conhecem, o conteúdo deste blog é sequencial, funcionando mais ou menos como se os seus leitores estivessem realizando um curso sobre espiritualidade, ainda que este blog não tenha a categoria de um curso. A intenção é apenas estimular o pensamento do leitor, oferecendo questionamentos pertinentes e lógicos acerca da espiritualidade. 

Inauguramos este blog apresentando o tipo de conteúdo que seria discutido nele através da postagem [1]; Logo depois, em [2], conversamos brevemente sobre como deve estar a mente do leitor que deseja acompanhar e aprender junto conosco neste blog; Posteriormente, em [3], conversamos sobre ciência e fé, enfatizando suas relações e diferenças, deixando claro que o conteúdo deste blog apresentará um pouco das duas. Em seguida, em [4], levantamos questionamentos sobre a existência de Jesus sobre a pergunta central "Jesus é uma verdade ou um mito?"; Finalmente em [5] confrontamos idéias espiritualistas e materialistas para questionar a existência de Deus.

Além disso, ao final das postagens [4] e [5], denotamo-nos seguidores respectivamente de Jesus e de Deus, pois Eles são a "pedra fundamental" deste blog; a base sobre a qual construiremos nosso conteúdo. Afinal, como falar de espiritualidade sem falar do próprio Criador da espiritualidade e de seu mensageiro? Todavia, fizemos questão de, por um momento, duvidar de Suas existências a fim de exercitar um certame saudável e evitarmos uma "fé cega".

O post de hoje inaugura o início de uma pequena série de postagens chamada "A Justiça de Deus". Nosso foco deixou de ser "provar existências" para ser "analisar interpretações" (principalmente da bíblia) sob o critério da bondade e da justiça de Deus.

Mas não seria muita arrogância da nossa parte pensar ser total conhecedor da justiça de Deus? Na verdade não estamos fazendo isso. Deus é soberanamente justo e bom, mas algumas interpretações e crenças religiosas preferem creditar mais verdade no que está escrito literalmente na bíblia do que na bondade e na justiça de Deus, extrapolando inclusive o bom senso e a racionalidade; colocam a palavra da bíblia acima do próprio Deus, o que é um absurdo. O que faremos inicialmente é apenas a identificação e a analise dos pontos em que essa extrapolação acontece e, posteriormente, apresentaremos aos poucos novas idéias que estão de comum acordo com o bom censo, a racionalidade e a soberania de Deus.

A bíblia relata um modelo da "justiça de Deus" altamente injusto e confuso! "Céu e inferno"; "Adão e Eva"; "anjos e demônios"; "satanás", todos eles são citados na bíblia formando esse "modelo da justiça divina" e que nos "ajuda" a entender o que se passou e o que se passará na terra perante a vontade de Deus. A questão é que esse modelo é o mesmo utilizado desde a época de Moisés, ou seja, há mais de 4000 anos! 

Foi necessária a vinda de Jesus para que uma ínfima parte da lei de Moisés tenha sido alterada e melhor interpretada. Mesmo assim, Jesus não podia de um só golpe destruir inveteradas crenças, faltando aos homens conhecimentos necessários para conceber as mais simples idéias do mundo espiritual. Faltava aos homens daquela época os mais simples conhecimentos; a Terra para eles era o centro do Universo e não era esferoide, mas em formato de um disco; tudo se limitava ao seu ponto de vista: as noções do futuro não podiam ir além dos seus conhecimentos. Jesus encontrava-se, portanto, na impossibilidade de os iniciar no verdadeiro estado das coisas; mas não querendo, por outro lado, com sua autoridade, sancionar prejuízos, retificou apenas algumas incoerências, deixando ao tempo a missão de retificar todas as outras. 

Com o tempo a ciência surgiu e logo tratou de desmistificar algumas poucas passagens da bíblia, confirmando-as ou refutando-as. Ainda sim muitas incoerências permanecem arraigada nas crenças religiosas até hoje e, por isso, a partir de hoje abordaremos sobre algumas delas...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

[5] Deus e o Ateu

[ Ouça o áudio ]  -  [ Download do áudio ]

Jesus é o nosso grande Mestre. É o maior educador que já pisou na Terra. Seus ensinamentos atingem o mais elevado grau de sabedoria e moralidade. Os séculos passaram, mas seus ensinamentos são ainda muitíssimo atuais, quiçá futurísticos para a nossa época. Até hoje o homem não foi capaz de assimilar, entender e praticar os ensinamentos proferidos por Jesus de maneira coerente e honesta. Ele é o grande professor da vida, conhecedor do homem e da humanidade, excepcionalmente sábio, mas profundamente humilde, cujo amor não conhecia fronteiras. 

Jesus não deixou absolutamente nada escrito, mas as palavras proferidas de sua boca são ouvidas até hoje. Jesus nos trouxe a certeza de que Deus existe, que é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Colocou os homens na sua devida posição de aprendizes da vida, mas também de futuros aspirantes à perfeição. Nos deu a garantia de que somos seres imortais, cujo envoltório perecível - o corpo - não é mais do que ferramenta que utilizamos para nossa evolução e aprimoramento do espírito.

São incontáveis as consequências da passagem de Jesus pela Terra, mas a mais relevante delas é o testemunho da existência e da divinalidade de um único Criador, Deus. Mas se Deus existe, porque se esconde na cortina do tempo e do espaço? Porque não mostra sua face, aliviando a inquietação dos ateus e corrigindo as rotas dos religiosos?(1) Por outro lado, se Deus não existe, porque não houve uma só civilização conhecida que fora formada inteiramente de indivíduos ateus? Porque o sentimento da existência de Deus esteve arraigado no homem por toda a história da humanidade, desde as suas origens? Será que o sentimento da existência de um "Ente Supremo" é mera herança das espécies anteriores ao Homo Sapiens? Mas então porque todos os outros animais, isentos de moralidade, não possuem tal sentimento, mas apenas instintos?

Olhe para o universo. Existem bilhões de galáxias que contém bilhões de sistemas que contém bilhões de bilhões de estrelas. Somente a via láctea possui cerca de 100 bilhões de estrelas, das quais milhares fazem parte de sistemas solares. Eu pergunto ao caro leitor: de onde veio tudo isso? Foi o "nada" que despertou do sono de ser coisa nenhuma e resolveu vestir a roupagem dos elementos reais, dando origem a uma hiper-giga-estrela que conhecemos por big-bang?(2) Foi o acaso que juntou átomos, moléculas e partículas, em condições de pressão, temperatura e atmosfera extremamente peculiares, de forma inteligentíssima para aí formar o que chamamos de vida?

Se o leitor também procura entender os mistérios da existência de Deus e por conseguinte a própria existência, convido-o a continuar lendo este post, pois falaremos destas e outras questões acerca de Deus a seguir, confrontando-as com conceitos e idéias desenvolvidos pelo ateísmo e ceticismo.

sábado, 30 de abril de 2011

[4] Jesus Cristo - Verdade ou Mito?

Você acredita em Jesus Cristo?

Acredita que Ele existiu como filho do homem, marcando sua passagem na Terra para sempre? 

Investigue em si mesmo o que lhe faz acreditar, ou não, na passagem de Jesus Cristo pela Terra. Suas razões são meramente "achismos" baseados no que você ouviu falar por aí ou em idéias que seus pais, amigos ou sua família acreditam? Ou você em algum momento buscou aventurar-se nos textos bíblicos, formando assim um esclarecimento mais sólido?

Jesus não deixou nada escrito. Também não há qualquer manuscrito oficialmente reconhecido pela ciência que comprove que Ele existiu. Tudo o que conhecemos sobre Ele está escrito nos evangelhos e em vários outros manuscritos não reconhecidos pela igreja do século IV (A primeira a traduzir os manuscritos do  antigo e novo testamento do "grego koné" para o latim e reuní-los em um só livro: a bíblia). Nem mesmo as evidências arqueológicas caminham rumo aos acontecimentos relatados na bíblia, como a ausência de marcas geológicas do grande dilúvio de Noé ou da divisão da água do mar vermelho por Moisés. Nem mesmo o sepulcro de Jesus foi encontrado, embora existam algumas tumbas candidatas. Portanto ainda não há como provar cientificamente a passagem de Jesus pela Terra por meio das escrituras encontradas até hoje. 
Mas se Jesus não existiu, porque tantos manuscritos de épocas e lugares diferentes foram produzidos contando a Sua história? Como Seu nome sobreviveu por vinte e um séculos, atravessando os sete mares, atingindo profundamente praticamente todas as culturas e todas as camadas sociais da humanidade? Pergunte quem é Jesus Cristo a um humilde do interior da menor cidade que você puder imaginar e ele lhe dará uma resposta plausível comparada aos evangelhos. Qual outro personagem da história conseguiu semear suas idéias no âmago dos corações da humanidade com tanta profundidade filosófica e espiritual? Se Jesus é apenas um personagem literário, como Ele conseguiu mudar as crenças do gigantesco Império Romano, cujo Imperador era denominado um deus?
O leitor deve ter se dado conta de que sutilmente não mantive, neste texto introdutório, a imparcialidade perante o tema abordado, denotando-me cristão. Todavia mantenho-me assim, não por desleixo, mas para despertar o certame saudável nas convicções do leitor, principalmente do respeitável leitor não-cristão. Ter a capacidade de debater essas questões de maneira fundamentada, ou seja, sem "achismos" e jamais eliminando o contexto da época em que os fatos ocorreram, é essencial para chegar a conclusões coerentes. O leitor poderá, portanto, ser muito beneficiado na sua vida, nas suas relações familiares, na sua relação com o mundo e, principalmente, na sua relação consigo mesmo, e é esse o nosso objetivo.


domingo, 24 de abril de 2011

[3] Ciência e Fé - Inimigas injustamente.

Porque falar de ciência e fé? O que é fé? O que é ciência? Quem sou eu para dizer-vos! Mas essas duas palavras, quando expostas na mesma frase ou no mesmo texto, frequentemente causam certa tensão ao leitor. Se este for demasiadamente adepto à ciência, provavelmente dirá: "Mais um texto de bobagens sobre fé!". Já o leitor, cuja fé é inabalável diria: "Mais um texto de cientistas que acham que podem explicar tudo!". Você pode ter se identificado com alguma dessas afirmações, mas se existe em você uma vontade de pensar a respeito, sua mente está no estado perfeito para debater idéias. Assim estamos, eu e você, na mesma "sintonia", e convido-o a pensarmos um pouco, no intúito de descobrimos algumas conclusões interessantes.