Acredita que Ele existiu como filho do homem, marcando sua passagem na Terra para sempre?
Investigue em si mesmo o que lhe faz acreditar, ou não, na passagem de Jesus Cristo pela Terra. Suas razões são meramente "achismos" baseados no que você ouviu falar por aí ou em idéias que seus pais, amigos ou sua família acreditam? Ou você em algum momento buscou aventurar-se nos textos bíblicos, formando assim um esclarecimento mais sólido?
Jesus não deixou nada escrito. Também não há qualquer manuscrito oficialmente reconhecido pela ciência que comprove que Ele existiu. Tudo o que conhecemos sobre Ele está escrito nos evangelhos e em vários outros manuscritos não reconhecidos pela igreja do século IV (A primeira a traduzir os manuscritos do antigo e novo testamento do "grego koné" para o latim e reuní-los em um só livro: a bíblia). Nem mesmo as evidências arqueológicas caminham rumo aos acontecimentos relatados na bíblia, como a ausência de marcas geológicas do grande dilúvio de Noé ou da divisão da água do mar vermelho por Moisés. Nem mesmo o sepulcro de Jesus foi encontrado, embora existam algumas tumbas candidatas. Portanto ainda não há como provar cientificamente a passagem de Jesus pela Terra por meio das escrituras encontradas até hoje.
Mas se Jesus não existiu, porque tantos manuscritos de épocas e lugares diferentes foram produzidos contando a Sua história? Como Seu nome sobreviveu por vinte e um séculos, atravessando os sete mares, atingindo profundamente praticamente todas as culturas e todas as camadas sociais da humanidade? Pergunte quem é Jesus Cristo a um humilde do interior da menor cidade que você puder imaginar e ele lhe dará uma resposta plausível comparada aos evangelhos. Qual outro personagem da história conseguiu semear suas idéias no âmago dos corações da humanidade com tanta profundidade filosófica e espiritual? Se Jesus é apenas um personagem literário, como Ele conseguiu mudar as crenças do gigantesco Império Romano, cujo Imperador era denominado um deus?
O leitor deve ter se dado conta de que sutilmente não mantive, neste texto introdutório, a imparcialidade perante o tema abordado, denotando-me cristão. Todavia mantenho-me assim, não por desleixo, mas para despertar o certame saudável nas convicções do leitor, principalmente do respeitável leitor não-cristão. Ter a capacidade de debater essas questões de maneira fundamentada, ou seja, sem "achismos" e jamais eliminando o contexto da época em que os fatos ocorreram, é essencial para chegar a conclusões coerentes. O leitor poderá, portanto, ser muito beneficiado na sua vida, nas suas relações familiares, na sua relação com o mundo e, principalmente, na sua relação consigo mesmo, e é esse o nosso objetivo.
I - Dois dos argumentos daqueles que não acreditam na existência de Jesus:
I - Dois dos argumentos daqueles que não acreditam na existência de Jesus:
- O Jesus bíblico é uma farsa. Um personagem inventado conforme os interesses do Império Romano e dos chefes da Igreja.(1)
Atribuir a criação do "personagem Jesus" aos interesses dos "poderosos" da Sua época é um argumento comum entre os não-cristãos. Também é comum atribuir a criação deste personagem pelos homens que denotam-se apóstolos. Particularmente já vi e ouvi argumentos semelhantes em diversas fontes como em conversa entre amigos, na Internet (principalmente) ou na Televisão, e o argumento acima pode ser visto com mais detalhes em um artigo encontrado em (1).
Existem muitos documentos relatando perseguições em massa aos cristãos em todas as épocas. O Império Romano, em particular, começou as perseguições entre 64-68 d.C sob o comando de Nero e prosseguiu assim até o início do século IV.(2)
Se Jesus era um personagem inventado conforme os interesses do Império Romano, porque o próprio Império perseguiu os cristãos por quase três séculos ao invés de apoiá-los? Um Império que reprimia violentamente qualquer forma de manifestação em benefício da ordem nas cidades conquistadas seria estúpido suficiente para causar a própria rebelião por causa de um mero personagem? Seria somente para matar pessoas? Mas matar as pessoas não era vantagem para o Império, uma vez que quanto mais pessoas houvesse, mais impostos o Império poderia recolher. Quanto aos "chefes da Igreja", eu pergunto: que igreja? A primeira igreja, assim denominada, surgiu no início do século II e, ainda sim, as perseguições romanas continuaram até o início do século IV, incluindo os "chefes de igreja", que na verdade eram a segunda geração de cristãos e ainda não estavam completamente organizados em uma hierarquia.
- Acredito em Jesus, mas acho que ele era um homem comum. Não acredito que ele operava milagres.(3)
Para provar que Jesus operou milagres, somente se voltassemos no tempo para entrevistar aqueles que foram objeto dos Seus milagres. Todavia, não são os Seus milagres os únicos responsáveis por sua história atravessar os séculos.
Os ensinamentos de Jesus são ainda mais profundos que os próprios milagres. Ainda que Jesus fosse uma ficção, não há razão alguma para não estudá-lo. Seus ensinamentos são tão etéreos mas tocam a alma do ser de forma tão profunda que muitos supõem ser absurdo ou inviável por em prática no mundo o que Ele ensinou, uma vez que a humanidade está longe de alcançar esse aprendizado. Além disso, qual personagem da história mundial pode equiparar-se a Jesus em relação aos próprios feitos? Se Jesus não contivesse algo de especial, facilmente encontraríamos personalidades da história de igual importância para substituí-lo. Vejamos Sócrates, por exemplo. Assim como Jesus, Sócrates não deixou nada escrito. Também possuía discípulos; era anti-materialista, educador; acreditava na imortalidade da alma; defendia o amor e a caridade; e também foi vítima do fanatismo por ter atacado as crenças tradicionais, por colocar a verdadeira virtude acima da hipocrisia e por ter falado sobre a ilusão dos formalismos demagogos. Mesmo assim, Sócrates conquistou as páginas dos livros de história e filosofia, conquanto Jesus foi além, conquistando também os corações de bilhões de pessoas e confortando a alma de milhões de necessitados de todas as épocas.
Os ensinamentos de Jesus são ainda mais profundos que os próprios milagres. Ainda que Jesus fosse uma ficção, não há razão alguma para não estudá-lo. Seus ensinamentos são tão etéreos mas tocam a alma do ser de forma tão profunda que muitos supõem ser absurdo ou inviável por em prática no mundo o que Ele ensinou, uma vez que a humanidade está longe de alcançar esse aprendizado. Além disso, qual personagem da história mundial pode equiparar-se a Jesus em relação aos próprios feitos? Se Jesus não contivesse algo de especial, facilmente encontraríamos personalidades da história de igual importância para substituí-lo. Vejamos Sócrates, por exemplo. Assim como Jesus, Sócrates não deixou nada escrito. Também possuía discípulos; era anti-materialista, educador; acreditava na imortalidade da alma; defendia o amor e a caridade; e também foi vítima do fanatismo por ter atacado as crenças tradicionais, por colocar a verdadeira virtude acima da hipocrisia e por ter falado sobre a ilusão dos formalismos demagogos. Mesmo assim, Sócrates conquistou as páginas dos livros de história e filosofia, conquanto Jesus foi além, conquistando também os corações de bilhões de pessoas e confortando a alma de milhões de necessitados de todas as épocas.
II - Evidências da existência de Jesus:
- Evangelhos do Novo Testamento
Antes que o leitor pense que estou prestes a entrar em contradição ao tentar sugerir a existência de Jesus utilizando o conteúdo dos evangelhos como argumento, adianto-me que o que tentarei expor aqui não será fundamentado no seu conteúdo, mas sim fundamentado na época e nas circunstâncias em que foram escritos. Ao analisarmos estas situações, poderemos chegar a conclusões interessantíssimas que interferem na probabilidade de o conteúdo dos evangelhos ser verdadeiro ou falso.
Ainda que o leitor não acredite no conteúdo dos evangelhos da bíblia latina, cópias dos manuscritos originais, escritas em grego koné e datadas do século II em diante, podem ser encontradas em algumas bibliotecas da Europa. Estas não estariam, portanto, sujeitas a "erros de tradução" e assim constituem a prova de que os evangelhos de fato existem. (Caso deseje, o leitor poderá obter em (4) e em (5) mais informações sobre os evangelhos)
De acordo com o exposto, os evangelhos foram escritos em épocas, em lugares e por pessoas diferentes. Nestas circunstâncias, qual a probabilidade de Jesus ter sido um personagem inventado por 12 homens que se fizeram apóstolos em Sua estória? Haveria de ser um "plano" muitíssimo bem arquitetado por 12 homens, que deveriam estar num patamar acima dos grandes gênios, para que não houvesse falhas na construção da personalidade de Jesus. No entanto, a personalidade de Jesus é muito bem definida, sendo ao mesmo tempo inovadora e fascinante.
Além disso, porque a estória não conta que os 12 apóstolos enfrentaram heroicamente os fariseus e romanos, salvando Jesus da crucificação? Ao invés disso, conta que os 12 apóstolos, autores dessa estória, abandonaram covardemente o seu Mestre e um deles O negou 3 vezes. Qual(is) autor(es) de um personagem de um livro gostaria de ser qualificado como covarde? Porque apenas 2 dos 12 discípulos assumiriam autoria dessa estória revolucionária? Quem são "esses tais" de Marcos e Lucas, que não eram apóstolos nessa estória arquitetada e o que estariam fazendo na função de autores da estória de Jesus? Como conseguiram difundir por toda Israel, e posteriormente por outras cidades, uma estória arquitetada sem que houvesse testemunhas oculares? Jesus precisou ser de carne e osso e operar milagres para que Israel acreditasse que Ele era o Messias. Jesus não pode ter sido estória, mas sim história.
Perdoem-me os céticos, mas é perfeitamente racional concluir que Jesus não pode ser um personagem inventado. Não haveria como ir muito longe com a uma estória arquitetada, ainda que durasse alguns anos como farsa não-desvendada. Portanto, caro leitor, estou convicto de que Jesus existiu em carne, osso e espírito!
- Mudança da religião oficial de Roma para o cristianismo pelo Imperador Teodósio, em 381dC
A partir do reinado de Augusto (63 a.C - 14 d.C), o Imperador Romano passou a ter caráter divino. Não era equivalente aos deuses romanos como Júpiter, Vênus ou Baco, mas era o homem cuja permissão para governar o Império viera dos deuses.
Jesus Cristo foi capaz de fazer o impensável! Depois da morte de Jesus, o cristianismo, ao contrário do que pensavam os fariseus, ganhou mais força. Os ensinamentos de Jesus espalharam-se por várias cidades, adquirindo cada vez mais adeptos, até que chegou a Roma. O cristianismo chegou às mulheres, filhos e servos da alta sociedade de Roma, alcançando alguns prefeitos e outros políticos de menor expressividade.(6)
Assim, com o passar do tempo tornou-se insustentável manter as antigas crenças do Império, e em 381 dC o Imperador Teodósio declara o cristianismo como sendo religião oficial do Império Romano, proibindo a realização de qualquer outro tipo de culto.
Imagine, caro leitor, o gosto amargo sentido pelo Imperador em ter que aceitar a negação do seu caráter divino! Se Jesus era um homem comum, como Ele conseguiu ir tão longe com seus ensinamentos? Jesus não mudou as crenças de dez ou vinte pessoas, mas de um Império inteiro! Como esse homem pode ser uma farsa? Como não haver algo de especial nesse homem notável?
- Muitos cientistas famosos e de épocas distintas eram cristãos
No post anterior mostramos que uma ideologia saudável é regida por uma relação equilibrada entre ciência e fé. Muitos cientistas como Galileu Galilei, Isaac Newton e Albert Einstein eram cristãos fervorosos, embora não concordassem com as regras da igreja e todos eles possuíam profundo conhecimento dos textos bíblicos.
Será mesmo possível que, investigadores como eram, nenhum deles alguma vez questionou a existência de Jesus Cristo? Será que cometeriam a "ingenuidade" de acreditar em Jesus Cristo simplesmente por tradição? Isaac Newton, por exemplo, dedicou parte de sua vida tentando desvendar os mistérios do livro apocalipse de João, último livro da bíblia, na busca de encontrar fundamentos científicos para uma possível data para o fim do mundo e estimou que o mundo não acabaria antes do ano 2060.(7) Teria ele realizado todo esse trabalho sem antes questionar-se sobre a veracidade da vinda de Jesus Cristo?
Não estamos falando de cientistas quaisquer, mas de grandes pensadores que modificaram paradigmas. Como eles chegaram à conclusão de que Jesus Cristo não é uma farsa? Como eles perceberam que Jesus não poderia ser um personagem literário? As razões que buscamos expor anteriormente neste texto não estariam bastante óbvias para grandes gênios e conhecedores da história como eles?
É verdade que essa questão não prova nada e é verdade também que houve muitos outros cientistas renomados que eram ateus. Muitos deles eram, na verdade, anti-religiosos, pois apenas repudiavam as práticas da igreja, mas acreditavam em alguma forma divina. Contudo, se o leitor estiver com a mente livre para debater idéias, terá a sensibilidade necessária para perceber que essa questão o ajudará a levantar questões sobre seus conceitos, pois, mesmo nunca tendo visto um átomo, raios gama ou até mesmo as "microondas", cremos que essas coisas existem porque muitos gênios e estudiosos crêem que elas existem. Então, porque não crer também nos gênios e estudiosos que crêem na vinda de Jesus Cristo? Se crêem, porquê o fazem? Investigue! Seja Curioso!
III - Consequências ao acreditar na existência de Jesus Cristo:
Obviamente acreditar, ou não, na existência de Jesus Cristo cabe a cada um de nós. Mas se você passou a aceitar Jesus Cristo, então existem algumas consequências importantíssimas (e maravilhosas) que passam a ser relevantes. Uma delas é que DEUS EXISTE! Uma vez que você acredita fielmente na existência de Jesus, "O CRISTO", não é possível conceber que, em qualquer momento de Sua vida, Ele tenha dito uma falsidade. Jesus Cristo disse: Quem crê em mim, não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. (João 12:44), e "aquele" ao qual se referiu Jesus não é senão DEUS, O PAI!
Muitas outras consequências podemos conceber a partir do momento que você aceita Jesus Cristo no seu coração. Na verdade não são apenas consequências lógicas, mas também de natureza espiritual e que com certeza serão muito relevantes para sua vida daqui em diante. Contudo este assunto ficará para as próximas postagens, visto a sua relevância.
A partir de agora não contestarei nem omitirei a existência de Jesus nos próximos posts deste blog. Uma pequeníssima parte dos fundamentos que me levaram a ser cristão já estão relatados aqui. Os novos leitores deste blog que sentirem necessidade de fundamentos para os meus argumentos a esse respeito serão, sempre que conveniente, encaminhados para este post.
IV - Ainda não acredita em Jesus Cristo?
Não importa! Você não é menor ou maior que ninguém por isso! Você não precisa acreditar em Jesus para desejar e fazer o bem ao próximo. Cultive o amor e a caridade, não somente com o seus familiares, mas com todos. Fiscalize seus preconceitos e julgamentos para que seja justo com o seu próximo. Assuma suas imperfeições e não deixe o orgulho e a vaidade envenenar sua mente. Não deixe o materialismo dominá-lo a ponto de desvalorizar o espírito. As pessoas possuem almas e as almas possuem sentimentos, não se permita magoar alguém. Se alguém magoá-lo, perdoe-o. Não se importe quando o próximo não segue essas mesmas ações, faça a sua parte. Não se preocupe em ser perfeito. Se errar, não murmure, recomece. Certamente assim você será um grande protagonista na caminhada da humanidade para um mundo melhor!
Jesus nunca obrigou alguém a seguí-Lo, mas convidou. Se você aceitou o convite, leia a bíblia, conheça o Mestre e absorva seus ensinamentos de amor e caridade. Se você não aceitou, finja que Jesus é uma ficção ou um personagem literário, mas ainda sim não deixe de ler a bíblia. Aprenda com o maior e melhor educador de todos os tempos, mesmo que ele seja só o protagonista de uma estória. Absorva a sabedoria deste mestre literário e aplique-a no seu dia-a-dia. Certamente você será ainda mais feliz!
Grande abraço a todos.
[Sugestão de leitura: Coleção - Análise da inteligência de Cristo]
Fontes:
(1) [http://www.webartigos.com/articles/57850/1/QUIMERA/pagina1.html]
(2) [http://pt.wikipedia.org/wiki/Persegui%C3%A7%C3%A3o_aos_crist%C3%A3os#Persegui.C3.A7.C3.A3o_romana]
(3) [http://www.blogdozemarcos.com/2011/04/verdadeira-face-de-jesus-cristo.html]

não duvido da existencia de Deus mas acho que nos abandonou
ResponderExcluirPonto de vista interessante, Rosa! Você gostaria de falar mais sobre isso? O que te fez chegar nesta conclusão? No próximo post estarei abordando justamente a idéia da existência de Deus e gostaria de conhecer seu ponto de vista.
ResponderExcluirAbraço