sábado, 30 de abril de 2011

[4] Jesus Cristo - Verdade ou Mito?

Você acredita em Jesus Cristo?

Acredita que Ele existiu como filho do homem, marcando sua passagem na Terra para sempre? 

Investigue em si mesmo o que lhe faz acreditar, ou não, na passagem de Jesus Cristo pela Terra. Suas razões são meramente "achismos" baseados no que você ouviu falar por aí ou em idéias que seus pais, amigos ou sua família acreditam? Ou você em algum momento buscou aventurar-se nos textos bíblicos, formando assim um esclarecimento mais sólido?

Jesus não deixou nada escrito. Também não há qualquer manuscrito oficialmente reconhecido pela ciência que comprove que Ele existiu. Tudo o que conhecemos sobre Ele está escrito nos evangelhos e em vários outros manuscritos não reconhecidos pela igreja do século IV (A primeira a traduzir os manuscritos do  antigo e novo testamento do "grego koné" para o latim e reuní-los em um só livro: a bíblia). Nem mesmo as evidências arqueológicas caminham rumo aos acontecimentos relatados na bíblia, como a ausência de marcas geológicas do grande dilúvio de Noé ou da divisão da água do mar vermelho por Moisés. Nem mesmo o sepulcro de Jesus foi encontrado, embora existam algumas tumbas candidatas. Portanto ainda não há como provar cientificamente a passagem de Jesus pela Terra por meio das escrituras encontradas até hoje. 
Mas se Jesus não existiu, porque tantos manuscritos de épocas e lugares diferentes foram produzidos contando a Sua história? Como Seu nome sobreviveu por vinte e um séculos, atravessando os sete mares, atingindo profundamente praticamente todas as culturas e todas as camadas sociais da humanidade? Pergunte quem é Jesus Cristo a um humilde do interior da menor cidade que você puder imaginar e ele lhe dará uma resposta plausível comparada aos evangelhos. Qual outro personagem da história conseguiu semear suas idéias no âmago dos corações da humanidade com tanta profundidade filosófica e espiritual? Se Jesus é apenas um personagem literário, como Ele conseguiu mudar as crenças do gigantesco Império Romano, cujo Imperador era denominado um deus?
O leitor deve ter se dado conta de que sutilmente não mantive, neste texto introdutório, a imparcialidade perante o tema abordado, denotando-me cristão. Todavia mantenho-me assim, não por desleixo, mas para despertar o certame saudável nas convicções do leitor, principalmente do respeitável leitor não-cristão. Ter a capacidade de debater essas questões de maneira fundamentada, ou seja, sem "achismos" e jamais eliminando o contexto da época em que os fatos ocorreram, é essencial para chegar a conclusões coerentes. O leitor poderá, portanto, ser muito beneficiado na sua vida, nas suas relações familiares, na sua relação com o mundo e, principalmente, na sua relação consigo mesmo, e é esse o nosso objetivo.


domingo, 24 de abril de 2011

[3] Ciência e Fé - Inimigas injustamente.

Porque falar de ciência e fé? O que é fé? O que é ciência? Quem sou eu para dizer-vos! Mas essas duas palavras, quando expostas na mesma frase ou no mesmo texto, frequentemente causam certa tensão ao leitor. Se este for demasiadamente adepto à ciência, provavelmente dirá: "Mais um texto de bobagens sobre fé!". Já o leitor, cuja fé é inabalável diria: "Mais um texto de cientistas que acham que podem explicar tudo!". Você pode ter se identificado com alguma dessas afirmações, mas se existe em você uma vontade de pensar a respeito, sua mente está no estado perfeito para debater idéias. Assim estamos, eu e você, na mesma "sintonia", e convido-o a pensarmos um pouco, no intúito de descobrimos algumas conclusões interessantes.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

[2] Dois tipos de sabedoria


Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. A sabedoria inferior é medida por quanto uma pessoa sabe, e a superior, pela consciência que ela tem do que não sabe. Os verdadeiros sábios são os mais convictos da sua ignorância. Desconfiem das pessoas auto-suficientes. A arrogância é um atentado contra a lucidez e a inteligência.

A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior compreende, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena. A sabedoria inferior é cheia de diplomas, na superior ninguém se gradua, não há mestres nem doutores, todos são eternos aprendizes. [O Mestre do Amor - A. Cury]

Seja sincero(a) meu amigo(a):

  • Que tipo de sabedoria governa a sua vida?

Acho que as duas sabedorias controlam a minha vida. A maior prevenção que conseguiria conceber a mim mesmo não é capaz de banir dos meus instintos todas as formas de preconceito em mim arraigadas. Por mais que pense estar livre de preconceitos, e por maior que seja meu estado de vigília, consigo sem muito esforço identificar em alguma das minhas atitudes algum tipo de preconceito, por ínfimo que seja. O preconceito julga. Pior!!! Ele pré-julga! (Ponto para sabedoria inferior).


Todavia, tenho sede de debater idéias, principalmente aquelas que perfuram o âmago das certezas absolutas e que transcendem a razão. Gosto percorrer todas as distâncias necessárias para responder às perguntas básicas: "O que?", "Quando?", "Como?", "Onde?", "Porque?". (Ponto para sabedoria superior).

  • Você tem uma mente livre para debater idéias?
  • Você é capaz de levantar questões sobre aquilo que move a sua fé?

Quando a fé inicia, a ciência se cala. A fé transcende a lógica, é uma convicção em que a dúvida está ausente. Por sua vez, a ciência emerge da dúvida. Quanto maior for a capacidade de duvidar e de questionar um fenômeno, maior será o processo de observação e investigação. Maior a arquitetura da resposta. [Os segredos do Pai-Nosso - A.Cury]

  • Você está disposto a buscar fundamentos para sua fé?

Se você respondeu SIM para todas as perguntas, este blog é direcionado para você. Falaremos um pouco mais sobre e ciência no próximo post.


Grande abraço a todos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

[1] O Começo.

Alguns dos meus amigos estranharão: "Não! Não é possível!!! O André criou um blog?", e com razão! Nunca me interessei em expor minhas idéias além do meu nicho de amigos, muito menos possuía a prática de registrá-las por escrito. Contudo, venho sentindo a estranha necessidade de expor pensamentos, percepções e análises sobre a vida, o comportamento humano e suas tendências, a relevância da espiritualidade e as consequências de sua ausência, e a importância da presença de Jesus em nossas vidas.

Não sou sociólogo ou algum tipo de especialista desses assuntos, nem tenho pretensões de sê-lo; o que venho expor são questões que qualquer ser humano, cuja sede conhecer os mistérios da vida é insaciável, faria  ao perceber que algumas tradições e costumes conflitam fortemente com a razão e a lógica. Será que a espiritualidade e a razão nunca poderão andar juntas? Será que o inexplicável é obrigatoriamente contraditório à lógica? Ciência e Religião serão eternas inimigas?

São essas e muitas outras (muitas mesmo) perguntas que tentarei expor neste blog; não terei a pretensão de responder a nenhuma delas, embora não deixe de expor o meu ponto de vista para que assim possamos criar um diálogo, mas deixarei as respostas e, principalmente, as reflexões a critério de vocês.

Creio que neste início de trabalho terei algumas dificuldades de me expressar no momento de expor minhas percepções, pois, como já disse, não tenho a prática de escrever minhas idéias, apenas pensá-las; mas penso que essas dificuldades cessarão com o tempo e que mais cedo ou mais tarde este trabalho possa trazer algum benefício para seus leitores.

Grande abraço a todos.