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Jesus é o nosso grande Mestre. É o maior educador que já pisou na Terra. Seus ensinamentos atingem o mais elevado grau de sabedoria e moralidade. Os séculos passaram, mas seus ensinamentos são ainda muitíssimo atuais, quiçá futurísticos para a nossa época. Até hoje o homem não foi capaz de assimilar, entender e praticar os ensinamentos proferidos por Jesus de maneira coerente e honesta. Ele é o grande professor da vida, conhecedor do homem e da humanidade, excepcionalmente sábio, mas profundamente humilde, cujo amor não conhecia fronteiras.
Jesus não deixou absolutamente nada escrito, mas as palavras proferidas de sua boca são ouvidas até hoje. Jesus nos trouxe a certeza de que Deus existe, que é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Colocou os homens na sua devida posição de aprendizes da vida, mas também de futuros aspirantes à perfeição. Nos deu a garantia de que somos seres imortais, cujo envoltório perecível - o corpo - não é mais do que ferramenta que utilizamos para nossa evolução e aprimoramento do espírito.
São incontáveis as consequências da passagem de Jesus pela Terra, mas a mais relevante delas é o testemunho da existência e da divinalidade de um único Criador, Deus. Mas se Deus existe, porque se esconde na cortina do tempo e do espaço? Porque não mostra sua face, aliviando a inquietação dos ateus e corrigindo as rotas dos religiosos?(1) Por outro lado, se Deus não existe, porque não houve uma só civilização conhecida que fora formada inteiramente de indivíduos ateus? Porque o sentimento da existência de Deus esteve arraigado no homem por toda a história da humanidade, desde as suas origens? Será que o sentimento da existência de um "Ente Supremo" é mera herança das espécies anteriores ao Homo Sapiens? Mas então porque todos os outros animais, isentos de moralidade, não possuem tal sentimento, mas apenas instintos?
Olhe para o universo. Existem bilhões de galáxias que contém bilhões de sistemas que contém bilhões de bilhões de estrelas. Somente a via láctea possui cerca de 100 bilhões de estrelas, das quais milhares fazem parte de sistemas solares. Eu pergunto ao caro leitor: de onde veio tudo isso? Foi o "nada" que despertou do sono de ser coisa nenhuma e resolveu vestir a roupagem dos elementos reais, dando origem a uma hiper-giga-estrela que conhecemos por big-bang?(2) Foi o acaso que juntou átomos, moléculas e partículas, em condições de pressão, temperatura e atmosfera extremamente peculiares, de forma inteligentíssima para aí formar o que chamamos de vida?
Se o leitor também procura entender os mistérios da existência de Deus e por conseguinte a própria existência, convido-o a continuar lendo este post, pois falaremos destas e outras questões acerca de Deus a seguir, confrontando-as com conceitos e idéias desenvolvidos pelo ateísmo e ceticismo.
(1) [Livro: Os segredos do pai nosso, a solidão de Deus - pag 9 - Augusto Cury]
Olhe para o universo. Existem bilhões de galáxias que contém bilhões de sistemas que contém bilhões de bilhões de estrelas. Somente a via láctea possui cerca de 100 bilhões de estrelas, das quais milhares fazem parte de sistemas solares. Eu pergunto ao caro leitor: de onde veio tudo isso? Foi o "nada" que despertou do sono de ser coisa nenhuma e resolveu vestir a roupagem dos elementos reais, dando origem a uma hiper-giga-estrela que conhecemos por big-bang?(2) Foi o acaso que juntou átomos, moléculas e partículas, em condições de pressão, temperatura e atmosfera extremamente peculiares, de forma inteligentíssima para aí formar o que chamamos de vida?
Se o leitor também procura entender os mistérios da existência de Deus e por conseguinte a própria existência, convido-o a continuar lendo este post, pois falaremos destas e outras questões acerca de Deus a seguir, confrontando-as com conceitos e idéias desenvolvidos pelo ateísmo e ceticismo.
1 - Materialismo x Espiritualismo
O espiritualismo é a convicção da transcendência da vida à matéria; é a recusa da existência de um "ponto final" da individualidade do ser humano após a morte do corpo material; é a certeza da sobrevivência do espírito perante a matéria e que aquele independe dessa. O materialismo é o oposto; considera que a vida e todos os seus atributos é resultante da combinação de moléculas orgânicas que formaram sistemas interdependentes capazes de interagir com a natureza de maneira autônoma. O conjunto desses sistemas interdependentes é chamado de "corpo" e a capacidade deste corpo interagir com a natureza é chamada de "vida".
O que chamamos de "alma", para o espiritualismo é o espírito encarnado, conectado à vida material orgânica - o corpo - por meio de laços de natureza semi-material; desde que cessa a vida material orgânica, esses laços se rompem e o espírito se desconecta do corpo, passando do estado de encarnado para desencarnado. Para o materialismo, alma é o princípio da vida material orgânica; não tem existência própria e se aniquila quando cessa a vida.
Por tais características, o espiritualismo não pode existir como filosofia ou crença sem a existência de um Ser Supremo, criador do universo, de tudo o que é e o que não é conhecido, que chamamos de Deus. O espírito é uma obra de Deus e, portanto, desde que Ele não exista, o espírito não pode existir. Para o materialismo, a existência de Deus é ilógica, uma vez que além da vida orgânica há apenas o "nada". Se alguma coisa houvesse, esta seria de natureza imaterial e, portanto, inadmissível. A vertente do materialismo que disserta contra a existência de um "Ser Supremo" é chamada de ateísmo e seus adeptos chamados de ateus.
Mas qual dos dois, espiritualismo ou materialismo, está correto? Qual deles revela a verdade? Qual deles faz sentido para você, caro leitor?
Algumas questões para mim são demasiadamente ilógicas e, até certo ponto, ingênuas para que o materialismo seja objeto de minhas crenças. O materialismo não pode responder, por exemplo, porque somos os seres mais inteligentes do planeta terra, denotados de razão e emoção, inteligência e moralidade. O desavisado certamente diria que é devido ao tamanho do nosso cérebro, o maior da natureza. Mero engano! O golfinho tem o cérebro do mesmo tamanho do cérebro humano, no entanto não é mais inteligente que o homem. A baleia cachalote tem o cérebro 6 vezes maior que o do homem, no entanto é menos inteligente que o golfinho.(3) Se não é a quantidade de neurônios que torna o homem o ser mais inteligente, o que o faz? O cérebro não pode ser a causa de atributos como o sentimento, a inteligência e a moralidade, mas é sim a ferramenta que utilizamos para expressar esses atributos, do contrário a baleia cachalote seria capaz de produzir mais amor, caridade, gentileza e solidariedade que o homem; também seria capaz de fazer cálculos 6 vezes mais complexos e 6 vezes mais rápido que nós; e seria capaz de distinguir o bem do mal, o certo do errado, o louvável e o reprovável. Tais atributos são efeitos produzidos por uma causa que utiliza o cérebro como ferramenta. É o axioma fundamental da ciência: todo efeito tem uma causa.
Mas se não é o cérebro a causa daqueles atributos, o que o é? O materialismo não pode responder a esta questão de modo a solucioná-la porque coisa nenhuma de natureza material é capaz de respondê-la. Todavia o espiritualismo responde a esta questão de maneira simples: entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação de espíritos que já atingiram certo grau de desenvolvimento moral e intelectual.(4) Assim, o espírito do homem é dotado de inteligência e moralidade e que, quando encarnado, é a causa da manifestação desses atributos através do cérebro. O espírito é a causa e a manifestação dos atributos morais e intelectuais o efeito.
Neste ponto, o leitor que possui menos contato com a filosofia espiritualista certamente estranhará fortemente a resposta apresentada, todavia este assunto será muitíssimo abordado neste blog, mas em um momento ainda distante. Existem muitas informações lógicas e racionais que precisam ser apresentadas antes de abordarmos essas idéias espiritualistas. Deste modo, manteremos o foco das questões deste post na causa de todas as coisas: Deus.
2 - O Ateísmo
Augusto Cury, médico, psiquiatra, pesquisador da psicologia, pensador, escritor e especialista no funcionamento da mente humana, diz em seu livro "Os segredos do Pai nosso - a solidão de Deus":
Eu fui um dos ateus mais críticos que já existiram.[...] Meu ateísmo foi diferente. Procurando sair do superficialismo, estudei séria e criticamente a possibilidade da inexistência de Deus sob o foco da psicologia.[...]
Esforcei-me muitíssimo para eliminar Deus como possibilidade de ser o Autor da existência. Depois de inúmeras viagens intelectuais e momentos reflexivos, tive que engolir em seco e admitir que é impossível não haver Deus.
Antes da existência do mundo, de qualquer ser, de microorganismos, galáxias, planetas, estrelas, átomos ou partículas atômicas, havia o "nada", o vácuo existencial. Em meu discurso ateísta pensei: "No princípio era o nada e o nada gerou todas as coisas".
Mas depois de inúmeras reflexões e análises, percebi que isso era impossível. O nada jamais poderá ser despertado do sono da irrealidade, pois vive o pesadelo eterno da inexistência.[...] O nada e o vácuo existencial não são criativos. Só a existência pode gerar existência.
O homem sempre teve a necessidade incurável de buscar as suas origens e o seu destino. De onde viemos? Para onde vamos? Se existe uma vida após a morte, porque vivemos? Porque não vamos diretamente para o plano espiritual? Aquele que não tem sede pelo conhecimento da própria existência e do seu destino, asfixia a própria mente, tornando-se vítima da rotina social e do consumismo. Torna-se um aparelho de observar e reagir conforme os instintos, sendo incapaz de exercitar o pensamento, a dúvida e de produzir novas idéias. Limita-se à função de receptor de informações e gerador de respostas prontas e superficiais.
A busca pela origem da nossa existência levou a crença da humanidade para dois caminhos: o caminho do ateísmo ou o caminho do teísmo. O primeiro é basicamente a vertente do materialismo que posiciona-se contra a existência de uma ou várias divindades. É a ausência da crença de uma "Força Maior", criadora do mundo material. É, portanto, a teoria de que todo fenômeno ou efeito tem uma causa material, seja esta conhecida ou não. O teísmo atribui a causa primária de todas as coisas a um ou a vários "Entes Supremos", denominados "Deuses". Ao contrário do ateísmo, esta crença permite supor a todo fenômeno ou efeito causas que podem ou não ser materiais, mas todas as causas fazem parte das leis de Deus.
Assim como outras áreas do conhecimento, o ateísmo abrange diversas idéias acerca do mundo e da natureza. Todavia, o ateísmo se origina basicamente de três vertentes:
Os ateus tendem a ser céticos em relação aos fenômenos metafísicos; argumentam a falta de provas conclusivas ou concretas (materiais) a respeito dos fenômenos sobrenaturais, pois não aceitam nada que transcenda a matéria e, portanto, não enxergam que existem possibilidades além do plano material. Tendem a classificar como "fraude" ou "charlatanismo" aquilo que não podem explicar, fundamentando essa posição através de analogias com eventos que foram comprovadamente fraude.
Muitas pessoas julgam-se ateus por repudiarem as atitudes corruptas, perseguições, matanças e manipulações da igreja durante vários séculos; por não confiarem nos falíveis padres, bispos e outros religiosos que muitas vezes são mais "pecadores" que o mais medíocre ser humano; por julgarem inadmissível a atitude demasiadamente serena de Deus perante o mal existente no planeta. Baseiam-se no dito popular "quem cala-se diante de uma ação é porque consente aquela ação" e aplicam-na a Deus, que permite a ação do mal porque consente o mal.
Todavia, não percebem que o mal não provém de Deus, mas do homem. Os ateus perguntam: Se Deus existe, porque permite que os homens tomem o caminho do mal? Esta pergunta pode ser respondida com outra: Como o homem ousa pedir a Deus contas dos próprios atos? Não são os ateus, assim como todos os homens, também falíveis e produtores tanto de bondade quanto de maldade? O homem orgulha-se em exibir e glorificar seus méritos por sua atitude de bondade, mas atribui covardemente os méritos de sua maldade a Deus. Adoramos mostrar que somos pessoas de bem, pessoas boas e imunes ao mal, mas jogamos para debaixo do tapete toda a maldade que produzimos e, não raras vezes, fazemos de conta que aquele mal não veio de nós, mas porque Deus o permitiu.
Você, respeitabilíssimo leitor ateu, não é um personagem privilegiado, raro portador da "verdade que o salva da ignorância". Gostando ou não, você faz parte de uma sociedade tão falível quanto você mesmo e produtora tanto de bondade quanto de maldade. Você é tão culpado quanto eu por não combater a maldade da sociedade; por simplesmente apontar este erro da sociedade, mas não fazer nada para corrigi-lo; por querer isentar-se do grupo dos "produtores de maldade", julgando-se livre dela e isentando-se de responsabilidade. Fazemos parte de uma sociedade, portanto, tudo o que acontece com ela é de responsabilidade nossa! As nossas atitudes, boas ou más, são méritos que devem ser atribuídos a nós mesmos.
Normalmente o ateu, consciente ou inconscientemente, considera-se alguém que está um degrau a frente da grande massa da população credora em Deus. Julga-a ainda arraigada em um ciclo de alienação que teve origem nas sociedades primitivas que atribuíam divindade a tudo o que não lhes era conhecido. Assim, considera-se um ser livre desta alienação e, portanto, um ser que não compartilha da "ignorância" daquela sociedade. Alicerçado neste raciocínio que alimenta o orgulho e a vaidade, o ateu não percebe que tudo aquilo que fundamenta o seu ateísmo está submetido à condição de que ele, o ateu, é um ser à parte da sociedade e que, portanto, está livre para apontar que as imperfeições e os males das sociedades comprovam a inexistência de Deus. Mas, como já dissemos, moralmente o ateu não difere em absolutamente nada do resto da sociedade. É tão falível quanto qualquer ser humano. Assim, o que fundamenta o ateísmo está, neste caso, submetido a uma condição falsa!
O livre arbítrio serve tanto para o bem quanto para o mal e a maldade do homem é dívida do homem, não de Deus. A sabedoria de Deus está na "liberdade de escolher" ou "livre arbítrio" que Ele deixa a cada um, porquanto, assim, cada um tem o mérito de suas obras.
3 - Provas da existência de Deus
Em "O livro dos Espíritos" de Allan Kardec temos a seguinte passagem:
O universo é de fato ambiente riquíssimo para exercitarmos nossas indagações a respeito da nossa origem, afinal, estamos inseridos no universo. Tudo o que ocorre hoje na terra só é possível graças a tudo o que ocorreu no passado com o universo. Então como ocorreu o passado do universo?
Segundo a teoria do big-bang, em algum tempo no passado finito o universo se expandiu a partir de um estado extremamente denso e quente e continua sua expansão até hoje. Mas então como esse estado denso e quente se formou? A sucessão de perguntas se faz recursiva até chegarmos no instante primeiro da criação. Mas neste momento aparece um problema: o universo não pôde fazer-se a si mesmo, pois não possui inteligência. Pelo mesmo motivo também não pode ter sido fruto do acaso, pois o acaso não é inteligente. Somente um fenômeno inteligente pode gerar outro fenômeno inteligente. Assim, no instante primeiro da criação algo de inteligente ocorreu ou fez-se presente, gerando o universo que conhecemos hoje.
O ciclo de indagações acerca da origem de tudo permanecerá indefinidamente a não ser que algo inteligente assuma essa responsabilidade. Em algum momento da cadeia de indagações, Deus - ou o nome que se queira dar a ele - tem de aparecer. Só não aparecerá se a sequência de perguntas for interrompida, seja pelo ateísmo, pelo preconceito, seja principalmente, pela dificuldade de expandir a arte da dúvida e o mundo das idéias.(5)
4 - Conclusão
Já proferiram de maneira grosseira e direta para mim que acreditar em Deus é fruto da ignorância e alienação humana. Eu pergunto se seriam então Isaac Newton, Galileu Galilei e Albert Einstein, por exemplo, meros alienados e ignorantes? Eles eram cristãos fervorosos e, por conseguinte não tinham dúvidas sobre a existência de Deus. Além disso, eles não eram cristãos apenas por tradição, mas conheciam a bíblia profundamente e os ensinamentos de Jesus do novo testamento.
O ateísmo, como subconjunto do materialismo, não abrange senão aquilo que é racional e material. A razão (quase sempre mal empregada) é sua única guia e quando esta falha para seus propósitos tudo passa pela mesma pergunta: onde estão as provas do que você está afirmando? Provas estas que só serão consideradas relevantes se forem de origem material.
Bem, pensarei em ser ateu quando o ateísmo me apresentar pessoalmente um infortunado que o ateísmo tenha soerguido moralmente no mundo. Ou um malfeitor a quem a dignidade humana tenha sido devolvida. Ainda um infeliz a quem o ateísmo tenha restituído o riso, a alegria de viver. Ou então os desesperados da alma, a quem tenha sido restituído a paz do coração através do ateísmo. Onde estão aqueles irmãos nossos, cuja morte levou os seus entes mais queridos, e que tiveram a dor consolada pelo ateísmo? Será que o ateísmo acenou para eles com alguma esperança? As mulheres afortunadas ou desafortunadas, perdidas na vida, o ateísmo devolveu a elas o equilíbrio? a serenidade? a paz?(7)
Por favor, respeitável leitor ateu, apresente-me aqueles que estavam sem rumo, sem bússola na vida e que foram arrancados das portas das desgraças pelo ateísmo! E as viúvas e órfãos, será que o ateísmo apontou para eles também? Para que não desfalecessem de dor e de desespero ante as cinzas do túmulo e da solidão? Aquele que não perdoa foi ensinado pelo ateísmo a perdoar? O que não ama aprendeu a amar através do ateísmo? E os nossos semelhantes, que vieram do berço cegos, mudos, paralíticos, deformados, será que o ateísmo ensinou a eles a serenidade, a resignação para que enfrentassem com paciência, com compreensão, com justiça o quinhão de lágrimas que a vida reservou para eles?(8)
Respeitabilíssimo irmão ateu, eu lhe pergunto ainda: o suicida, aquele que tem essa idéia fixa na mente, o ateísmo teria tirado de sua cabeça este ato, que é considerado o crime mais afrontoso ao Criador? O ateísmo esvai-se. O ateísmo não preenche a existência. Traga-me, meu querido irmão ateu, um só ser desventurado que o ateísmo tenha tirado das garras dos sofrimentos deste planeta e então me tornarei o mais convicto dos ateus!(9)
Um grande abraço a todos.
A busca pela origem da nossa existência levou a crença da humanidade para dois caminhos: o caminho do ateísmo ou o caminho do teísmo. O primeiro é basicamente a vertente do materialismo que posiciona-se contra a existência de uma ou várias divindades. É a ausência da crença de uma "Força Maior", criadora do mundo material. É, portanto, a teoria de que todo fenômeno ou efeito tem uma causa material, seja esta conhecida ou não. O teísmo atribui a causa primária de todas as coisas a um ou a vários "Entes Supremos", denominados "Deuses". Ao contrário do ateísmo, esta crença permite supor a todo fenômeno ou efeito causas que podem ou não ser materiais, mas todas as causas fazem parte das leis de Deus.
Assim como outras áreas do conhecimento, o ateísmo abrange diversas idéias acerca do mundo e da natureza. Todavia, o ateísmo se origina basicamente de três vertentes:
- Ceticismo: aos fenômenos metafísicos e sobrenaturais, decorrente de uma crença ou posição materialista.
- Abominação: à decorrente corrupção da igreja e dos religiosos que julgam-se únicos conhecedores da verdade de Deus, tomando-a para sí e moldando-a aos seus sabores para corromper e manipular os desavisados em benefício de sí mesmos. À existência do mal e de todas as enfermidades e mediocridades presentes nas sociedades, que, segundo seu julgamento, são incompatíveis com a existência de um ser divino. Uma vez que Deus permite a livre circulação do mal, está atestando-Se como ser imperfeito, invalidando-Se como um ser divino, que não pode conter imperfeições. Assim Deus seria uma contradição e sua inexistência estaria racional e logicamente provada.
- Antropocentrismo: O homem, dando-se conta de sua trajetória como ser dominador e muitíssimo superior aos outros animais na corrida predatória pela sobrevivência, passa a atribuir demasiada confiança em suas capacidades, em seus atributos e em sua racionalidade, julgando-a infalível. Assim, por orgulho e vaidade, o homem passa a sentir-se incomodado com a existência de um ser mais inteligente - Deus -, e nega-O por comodidade para que possa exercer seu pensamento antropocêntrico de maneira absoluta.
Os ateus tendem a ser céticos em relação aos fenômenos metafísicos; argumentam a falta de provas conclusivas ou concretas (materiais) a respeito dos fenômenos sobrenaturais, pois não aceitam nada que transcenda a matéria e, portanto, não enxergam que existem possibilidades além do plano material. Tendem a classificar como "fraude" ou "charlatanismo" aquilo que não podem explicar, fundamentando essa posição através de analogias com eventos que foram comprovadamente fraude.
Muitas pessoas julgam-se ateus por repudiarem as atitudes corruptas, perseguições, matanças e manipulações da igreja durante vários séculos; por não confiarem nos falíveis padres, bispos e outros religiosos que muitas vezes são mais "pecadores" que o mais medíocre ser humano; por julgarem inadmissível a atitude demasiadamente serena de Deus perante o mal existente no planeta. Baseiam-se no dito popular "quem cala-se diante de uma ação é porque consente aquela ação" e aplicam-na a Deus, que permite a ação do mal porque consente o mal.
Todavia, não percebem que o mal não provém de Deus, mas do homem. Os ateus perguntam: Se Deus existe, porque permite que os homens tomem o caminho do mal? Esta pergunta pode ser respondida com outra: Como o homem ousa pedir a Deus contas dos próprios atos? Não são os ateus, assim como todos os homens, também falíveis e produtores tanto de bondade quanto de maldade? O homem orgulha-se em exibir e glorificar seus méritos por sua atitude de bondade, mas atribui covardemente os méritos de sua maldade a Deus. Adoramos mostrar que somos pessoas de bem, pessoas boas e imunes ao mal, mas jogamos para debaixo do tapete toda a maldade que produzimos e, não raras vezes, fazemos de conta que aquele mal não veio de nós, mas porque Deus o permitiu.
Você, respeitabilíssimo leitor ateu, não é um personagem privilegiado, raro portador da "verdade que o salva da ignorância". Gostando ou não, você faz parte de uma sociedade tão falível quanto você mesmo e produtora tanto de bondade quanto de maldade. Você é tão culpado quanto eu por não combater a maldade da sociedade; por simplesmente apontar este erro da sociedade, mas não fazer nada para corrigi-lo; por querer isentar-se do grupo dos "produtores de maldade", julgando-se livre dela e isentando-se de responsabilidade. Fazemos parte de uma sociedade, portanto, tudo o que acontece com ela é de responsabilidade nossa! As nossas atitudes, boas ou más, são méritos que devem ser atribuídos a nós mesmos.
Normalmente o ateu, consciente ou inconscientemente, considera-se alguém que está um degrau a frente da grande massa da população credora em Deus. Julga-a ainda arraigada em um ciclo de alienação que teve origem nas sociedades primitivas que atribuíam divindade a tudo o que não lhes era conhecido. Assim, considera-se um ser livre desta alienação e, portanto, um ser que não compartilha da "ignorância" daquela sociedade. Alicerçado neste raciocínio que alimenta o orgulho e a vaidade, o ateu não percebe que tudo aquilo que fundamenta o seu ateísmo está submetido à condição de que ele, o ateu, é um ser à parte da sociedade e que, portanto, está livre para apontar que as imperfeições e os males das sociedades comprovam a inexistência de Deus. Mas, como já dissemos, moralmente o ateu não difere em absolutamente nada do resto da sociedade. É tão falível quanto qualquer ser humano. Assim, o que fundamenta o ateísmo está, neste caso, submetido a uma condição falsa!
O livre arbítrio serve tanto para o bem quanto para o mal e a maldade do homem é dívida do homem, não de Deus. A sabedoria de Deus está na "liberdade de escolher" ou "livre arbítrio" que Ele deixa a cada um, porquanto, assim, cada um tem o mérito de suas obras.
3 - Provas da existência de Deus
Em "O livro dos Espíritos" de Allan Kardec temos a seguinte passagem:
4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.
Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
O universo é de fato ambiente riquíssimo para exercitarmos nossas indagações a respeito da nossa origem, afinal, estamos inseridos no universo. Tudo o que ocorre hoje na terra só é possível graças a tudo o que ocorreu no passado com o universo. Então como ocorreu o passado do universo?
Segundo a teoria do big-bang, em algum tempo no passado finito o universo se expandiu a partir de um estado extremamente denso e quente e continua sua expansão até hoje. Mas então como esse estado denso e quente se formou? A sucessão de perguntas se faz recursiva até chegarmos no instante primeiro da criação. Mas neste momento aparece um problema: o universo não pôde fazer-se a si mesmo, pois não possui inteligência. Pelo mesmo motivo também não pode ter sido fruto do acaso, pois o acaso não é inteligente. Somente um fenômeno inteligente pode gerar outro fenômeno inteligente. Assim, no instante primeiro da criação algo de inteligente ocorreu ou fez-se presente, gerando o universo que conhecemos hoje.
O ciclo de indagações acerca da origem de tudo permanecerá indefinidamente a não ser que algo inteligente assuma essa responsabilidade. Em algum momento da cadeia de indagações, Deus - ou o nome que se queira dar a ele - tem de aparecer. Só não aparecerá se a sequência de perguntas for interrompida, seja pelo ateísmo, pelo preconceito, seja principalmente, pela dificuldade de expandir a arte da dúvida e o mundo das idéias.(5)
Tal abordagem leva a uma grande tese filosófica: Deus não é uma hipótese da fé, mas uma verdade científica. Se eliminarmos Deus do processo criativo, eliminamos a própria existência, retornamos ao vácuo completo, imergimos na esterilidade titânica do nada. Pode-se usar qualquer teoria para explicar o mundo e a natureza, mas nenhuma delas pode incluir o "nada", o "acaso" ou o "vácuo existencial" na origem.(6)
Já proferiram de maneira grosseira e direta para mim que acreditar em Deus é fruto da ignorância e alienação humana. Eu pergunto se seriam então Isaac Newton, Galileu Galilei e Albert Einstein, por exemplo, meros alienados e ignorantes? Eles eram cristãos fervorosos e, por conseguinte não tinham dúvidas sobre a existência de Deus. Além disso, eles não eram cristãos apenas por tradição, mas conheciam a bíblia profundamente e os ensinamentos de Jesus do novo testamento.
O ateísmo, como subconjunto do materialismo, não abrange senão aquilo que é racional e material. A razão (quase sempre mal empregada) é sua única guia e quando esta falha para seus propósitos tudo passa pela mesma pergunta: onde estão as provas do que você está afirmando? Provas estas que só serão consideradas relevantes se forem de origem material.
Bem, pensarei em ser ateu quando o ateísmo me apresentar pessoalmente um infortunado que o ateísmo tenha soerguido moralmente no mundo. Ou um malfeitor a quem a dignidade humana tenha sido devolvida. Ainda um infeliz a quem o ateísmo tenha restituído o riso, a alegria de viver. Ou então os desesperados da alma, a quem tenha sido restituído a paz do coração através do ateísmo. Onde estão aqueles irmãos nossos, cuja morte levou os seus entes mais queridos, e que tiveram a dor consolada pelo ateísmo? Será que o ateísmo acenou para eles com alguma esperança? As mulheres afortunadas ou desafortunadas, perdidas na vida, o ateísmo devolveu a elas o equilíbrio? a serenidade? a paz?(7)
Por favor, respeitável leitor ateu, apresente-me aqueles que estavam sem rumo, sem bússola na vida e que foram arrancados das portas das desgraças pelo ateísmo! E as viúvas e órfãos, será que o ateísmo apontou para eles também? Para que não desfalecessem de dor e de desespero ante as cinzas do túmulo e da solidão? Aquele que não perdoa foi ensinado pelo ateísmo a perdoar? O que não ama aprendeu a amar através do ateísmo? E os nossos semelhantes, que vieram do berço cegos, mudos, paralíticos, deformados, será que o ateísmo ensinou a eles a serenidade, a resignação para que enfrentassem com paciência, com compreensão, com justiça o quinhão de lágrimas que a vida reservou para eles?(8)
Respeitabilíssimo irmão ateu, eu lhe pergunto ainda: o suicida, aquele que tem essa idéia fixa na mente, o ateísmo teria tirado de sua cabeça este ato, que é considerado o crime mais afrontoso ao Criador? O ateísmo esvai-se. O ateísmo não preenche a existência. Traga-me, meu querido irmão ateu, um só ser desventurado que o ateísmo tenha tirado das garras dos sofrimentos deste planeta e então me tornarei o mais convicto dos ateus!(9)
Um grande abraço a todos.
(2) [Livro: Os segredos do pai nosso, a solidão de Deus - pag 13,14 - Augusto Cury]
(4) [Livro: O livro dos Espíritos - introdução VI, pag 23 - Allan Kardec]
(5) [Livro: Os segredos do pai nosso, a solidão de Deus - pag 15- Augusto Cury]
(6) [Livro: Os segredos do pai nosso, a solidão de Deus - pag 14- Augusto Cury]
(7), (8) e (9) [Adaptação das palavras proferidas pelo médico Dr. Bezerra de Menezes, representada no filme "Bezerra de Menezes - O Diario de um Espírito" aproximadamente no minuto 59:37]
(5) [Livro: Os segredos do pai nosso, a solidão de Deus - pag 15- Augusto Cury]
(6) [Livro: Os segredos do pai nosso, a solidão de Deus - pag 14- Augusto Cury]
(7), (8) e (9) [Adaptação das palavras proferidas pelo médico Dr. Bezerra de Menezes, representada no filme "Bezerra de Menezes - O Diario de um Espírito" aproximadamente no minuto 59:37]

Oi primão xD. É Alessandro,
ResponderExcluirNão sou ateu propriamente dito(já fui), hoje em dia eu sou agnóstico (no sentido de "assim como não tenho certeza da existência de um ser divino, também não tenho certeza da inexistência de um ser divino", ou seja não sigo nenhuma religião ).
Não acredito que seja ignorância acreditar em qualquer religião, e assim para mim nem o ateu, nem o religioso, nem mesmo aqueles de religião mais exótica seriam ignorantes.
Mas quanto aos argumentos apresentados eu discordo um pouco da certeza de alguns:
1. "Deus é o "caso base" da recursão da existência, já que a existência não pode ter vido do nada."
Tudo bem, é uma possibilidade. Porém, sendo Deus a maior existência de todas, não deveria ter vindo de outra existência?
Falar que o Universo veio do nada é estranho, parece absurdo, mas mais estranho seria Deus, infinitamente poderoso, vir do nada.
Logo Deus sempre existiu OU o universo(multiverso) sempre existiu. Uma opção não invalida a outra.
2. "O homem ser a criatura mais inteligente da terra, demonstra a existência divina". Bom, o darwinismo é uma teoria que já explica porque atualmente o homem é o mais inteligente, em outro planeta ou outras condições poderiam ser Polvos.
Na verdade acho que esse argumento é tão humano-cêntrico quanto o antropocêntrismo. Colocar o homem como o "ser escolhido para ser superior na terra".
3. "O tamanho do cerêbro não define a inteligência e o moralismo"
Correto, pode ser por causa da existência divina. Mas pode ser também devido ao rearranjo e quimica do nosso cerebro ser mais avançado.
Existem inclusive casos onde a pessoa ao ser atravessada por algo na cabeça (viga, bala) perde moralismo, fica mais agressiva, tem seus sentimentos alterados.
Apesar de acreditar na possibilidade divina, não acredito que o sentimento e a moral sejam definidos totalmente fora do cerebro. E acredito que boa parte dos nossos sentimentos e moral teriam que vir do cerebro.
4. "O ateísmo não restitui a graça".
É verdade, o ateísmo é uma crença muito triste e desesperadora! É a (não-)religião mais "des-graçada". O ateísmo apenas aumenta o sofrimento espiritual de alguém.
A maioria das religiões trazem muito mais esperança e graça! Mas isso para mim também não define a existência divina. É sempre melhor acreditar em algo feliz, do que acreditar em algo profundamente triste (o nada ).
Contudo a parte do suicídio eu não concordo, a maioria das religiões (e o ateísmo mais ainda) desmotiva profundamente o suicídio! (Inferno, des-evolução espiritual, ou des-existência! ).
5. Quanto a preconceitos e ignorância:
Existem vários religosos e ateus preconceituosos no sentido de que tanto o religioso quanto o ateu são preconceituosos, sentem "pena" do outro, se acham mais correto que o outro. Isso(preconceito) acontece entre a maioria das religiões. (Evangelistas que falam que Santo é coisa do demônio, Cristões que falm que quem acreditar em outra religião vai para o inferno...)
Agora algo que as vezes escuto, que é um grande preconceito, é dizer que o ateu é "inerentemente mau". Eu penso que independentemente da sua religião(ou não-religião) você pode ser mau ou bom.
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Voltando a minha religião xD, eu não tenho certeza de nada religioso. Porém acredito que se Deus existe, então ele é bondoso e dessa forma acredito que várias partes da bíblia estariam erradas. Acredito que independente
da religião pessoas bondosas jamais seriam punidas após a morte.
Sendo assim, minha religião consiste em
amor, paz, respeito, e bondade. O que
já me faz quase um cristão, já que
acreditar em cristo é acreditar nessas
virtudes!
Abração xD
Primão,
ResponderExcluirPontos muitíssimo bem colocados, principalmente o número 5, pois o preconceito existe de todos os lados e não pode ser incentivado de maneira alguma. O fato de alguém ser ateu, cristão, judeu, muçulmano ou qualquer outra coisa não dá a ninguém o direito de exercer o preconceito. O preconceito é uma lástima!
Bem, gostaria de comentar os pontos que você enumerou. Manterei a mesma enumeração em meus comentários a seguir, ou seja, meu comentário 1 refere-se ao seu comentário número 1, e assim por diante:
1. Qual a idéia que se tem de um "Deus"? Ainda que "Deus" seja um ser mitológico, sabemos, mais ou menos, quais as características que um Deus deveria ter. Citarei apenas um: Sabedoria e inteligência suprema, infinita, inatingível. Deus pode ser o início de todas as coisas por conter inteligência o universo não. Deus pôde fazer-se a si mesmo por conter inteligência suprema, o universo não. O "tempo" não te parece ser uma lei muitíssimo inteligente? Um ser inteligente pode perfeitamente não estar sujeito ao tempo. O universo está submetido ao tempo. O tempo é uma lei natural a que tudo está submetido, então quem criou esta lei? Só pode ter sido um ser inteligente e atemporal. O universo não pode ter dado origem ao tempo porque está submetido a este, do qual não consegue se libertar. Se o universo está submetido a pelo menos uma propriedade, então esta propriedade está acima do universo.
O pequeno detalhe que torna este argumento possível é que nós não possuímos inteligência suprema para saber como Deus fez-se a si mesmo, mas é perfeitamente racional entender que uma inteligência suprema é perfeitamente capaz de realizar este feito, pois por definição, é inteligência suprema, infinita, inatingível. Já o universo não contém inteligência, é apenas um enorme sistema que está submetido às leis naturais. Estas, por sinal, muitíssmo bem harmonizadas, o que já é um sinal de que algo inteligente a moldou.
2. Muito bem colocado primo! Esta é de fato uma idéia bastante "humano-cêntrica"! Entretanto, antes gostaria de ressaltar que o Darwinismo não explica porque o homem é o mais inteligente. O homem estava inserido no mesmo tipo de ambiente que o macaco, por exemplo. Na verdade o Darwinismo explica o processo de evolução. Um processo darwinista requer as seguintes condições: reprodução, hereditariedade, variação (ocasionalmente uma espécie gera cópias ligeiramente imperfeitas) e seleção natural. Em qualquer sistema onde ocorra estas características deverá ocorrer evolução. Os homens estão sujeitos à mesma lei de evolução que a bactéria.
Se pensarmos mais profundamente, o homem e o macaco vieram de um ancestral em comum, logo, se desconsiderarmos o ambiente em que viveram (que por sinal era basicamente o mesmo), possuíam a mesma probabilidade de desenvolver a inteligência e a moralidade que o homem desenvolveu. Mas o macaco está extremamente longe da inteligência e moralidade do homem, não só o macaco mas como todas as espécies de primatas. Por tanto nem mesmo essas estatísticas nos dá razão para pensar que o homem é uma espécie que "deu sorte" e evoluiu muitíssimo mais que todas as outras espécies. A estatística é amiga inseparável dos cientistas na descoberta e do funcionamento das leis da natureza, mas neste caso a estatística caminha contra eles.
Portanto, uma possibilidade é pensar que, por algum motivo desconhecido, apenas o homem foi ajudado de alguma maneira, pois apenas ele se destacou em inteligência e moralidade. De onde viria esta ajuda? Como acredito em Deus, penso que foi Ele! Deus poderia ter escolhido qualquer outra espécie, mas Deus escolheu o homem para abrigar espíritos com maior grau de evolução. Em outro planeta, Deus pode ter escolhido os polvos para abrigar estes espíritos. É uma idéia "humano-cêntrica", mas não "antropocêntrica", se é que entendi bem o seu neologismo, pois a primeira atribui o homem como principal espécie, mas por mérito de Deus, a segunda o faz, mas por mérito do homem.
Continuando...
ResponderExcluir3. Também achei esse comentário interessantíssimo! Não sei muito a respeito sobre a funcionalidade do cérebro. Não sei se o nosso cérebro possui algo de especial. Mas sei que o que o nosso cérebro possui em comum com o cérebro das outras espécies é o neurônio. Já que você também é da computação, posso dizer que o neurônio é como se fosse uma ULA (Unidade Lógica Aritmética), e todos os neurônios, seja do homem ou de outras espécies, possui esta mesma função. Para exercer esta função, precisa conter partes que fazem esta mesma função e, até onde sei, todos os cérebros contém essas partes, ainda que divergentes anatomicamente. O fato é que talvez não seja tão difícil saber se a possibilidade apontada por você, meu admirado primo, é ou não verdadeira. Para isso basta consultarmos algo ou alguém que possua mais conhecimento a respeito. Quando houver oportunidade, o farei!
4. Para não esticar muito (pois já falei demais hehehe), a conclusão do texto não disserta sobre aquilo que o ateísmo faz, mas sim do que ele não faz. O ateísmo não motiva nem apoia o suicídio, mas não possui ferramentas para desmotivá-lo. O suicida é um sujeito que acredita que tirando a própria vida aliviar-se-á das dores profundas que lhe ferem o coração. Se este suicída é um ateu, então possui caminho aberto para executar o suicídio, pois tem a certeza de que após a morte vem o nada e o nada não causar-lhe-á mais dores. O suicida espiritualista, por outro lado, sabe que há risco de sofrer muito mais após a morte, pois tem certeza da continuidade da vida, mas que ainda sim estaria disposto a arriscar o suicídio.
Basicamente, primo, você não precisa ter religião. Como você sabiamente falou, sua religião é baseada virtudes como o amor, a paz, a caridade e a solidariedade. Quando Jesus disse que Ele era o único caminho, quis dizer que o caminho dEle era o caminho destas virtudes e todo aquele que segue essas virtudes, segue o caminho de Jesus.
1. Hm, com essa característica de Deus não estar preso as regras, e o universo estar, eu entendo o argumento e faz sentido xD
ResponderExcluir2. Também entendi agora! Seria o Acaso (uma sorte MUITO grande em ser a unica espécie a ter evoluido ) x Ajuda divina.
3. Talvez, mas se for só a ULA será que o dano em um de nossos sensores racionais seria o suficente para afetar nossos sentimentos e moral? Porque senão então o cerebro seria mais que uma ULA e teria bastante influência direta em nossos sentimentos!
4. É, acho que você tem razão. É porque é muito difícil me colocar na mente de um suicída, porque independente da minha religião eu nunca acharia suicídio uma alternativa xD.
Eu acho muito melhor essa interpretação do "caminho dele" , e acho que nem todas as palavras passadas sejam literais, ou corretas. Estilo "telefone-sem-fio" com o passar do tempo. (Por exemplo, não acredito que o
mar tenha literalmente se aberto por magia divina, se Deus existe eu acho que ele respeita as regras físicas criadas por ele )
Oi André, só pra colaborar com o blog: Deus não se escondeu na cortina do espaço e do tempo. Ele se mostrou e se fez gente como a gente, na pessoa de Jesus.
ResponderExcluirFala thiagão!! heheh cara, na verdade o post mostra exatamente o que vc tá dizendo. A pergunta sobre "Deus se esconder na cortina do espaço e do tempo" é só uma hipótese, que é contestada ao longo do texto.
ResponderExcluirAbração
Ah Ta! É que eu corri para comentar e não tinha lido o texto todo. Você sabe que eu sou prático na leitura (e na escrita também). hehehehe
ResponderExcluirTambém não sei se você falou sobre isso, mas vou comentar:
Eu vejo o Ateísmo como uma doutrina, muitos pensam que não, mas se você ver ao pé da letra, existe diferença entro o Ateu e o Sem-Religião: Este não acredita em nada, já o ateu acredita na "inexistencia de Deus".
Sem fugir muito do assunto...
Um abraço!